Surto de Legionella
A 6 de Dezembro de 2013 foi enviado um folheto informativo sobre a disponibilidade de meios técnicos e humanos para a realização de  análise microbiológica de Legionella.
Atendendo à situação que presentemente se vive no nosso País, relembramos que o IAREN  continua disponível para dar apoio nesta temática.
 
As bactérias do género Legionella encontram-se em ambientes aquáticos naturais e também em sistemas artificiais, como redes de abastecimento/distribuição de água, redes prediais de água quente e água fria, ar condicionado e sistemas de arrefecimento. Surgem ainda em fontes ornamentais e tanques recreativos, como por exemplo jacuzzis.
A exposição a esta bactéria pode provocar uma infeção respiratória (Doença dos Legionários), ocorrendo através da  inalação de gotículas de vapor de água contaminada, aerossóis de dimensões tão pequenas que veiculam a bactéria para os pulmões, possibilitando a sua deposição nos alvéolos pulmonares.
Os sintomas incluem febre alta, arrepios, dores de cabeça e dores musculares. Em pouco tempo aparece tosse seca e, por vezes, dificuldade respiratória, podendo nalguns casos desenvolver-se diarreia e/ou vómitos.
Em Portugal a doença pertence à lista das Doenças de Declaração Obrigatória (DDO). Portugal pertence, desde 1986, ao Grupo Europeu para o Estudo de Infeções por Legionella, (EWGLI), com o objetivo de assegurar a vigilância da Doença dos Legionários na Europa.
O Decreto-Lei nº 79/2006, de 4 de abril, “Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização em Edifícios”, Número 9, do Artigo 29º estabelece que “Em edifícios com sistemas de climatização em que haja produção de aerossóis, nomeadamente onde haja torres de arrefecimento ou humidificadores por água líquida, ou com sistemas de água quente para chuveiros onde a temperatura de armazenamento seja inferior a 60ºC as auditorias da Qualidade do Ar Interior (QAI) incluem também a pesquisa da presença de colónias de Legionella em amostras de água recolhidas nos locais de maior risco, nomeadamente tanques das torres de arrefecimento, depósitos de água quente e tabuleiros de condensação, não devendo ser excedido um número superior a 100 UFC”.
Para minimizar a proliferação de Legionella e o risco associado de Doença dos Legionários, devem ser adotadas medidas de prevenção e de controlo físico-químico e microbiológico, para promover e manter limpas as superfícies dos sistemas de água e de ar.
                                                                      
 
 
Informação adicional
 
O IAREN está habilitado a prestar serviços de análises de água de diversas matrizes, bem como a lamas, solos e sedimentos, segundo procedimentos acreditados pela norma NP EN ISO/IEC 17025:2005, sendo alvo de acompanhamento permanente pelo IPAC.
As determinações analíticas efectuadas no IAREN permitem cumprir o Dec. Lei nº 306/2007,  o Dec. Lei nº 236/98, o Dec. Lei nº 103/2010 e as Directivas Europeias aplicáveis à Qualidade da Água e à Qualidade Ambiental.
O IAREN dispõe assim, de meios técnicos e humanos para a realização de todas as análises de água em toda a Região Norte, estendendo-se ainda a todo o País, inclusive a análise microbiológica de Legionella
 
 
 

Maria de Fátima Alpendurada (Presidente da Direcção)

Juliana Rodrigues (Técnica de Analíses Microbiológicas)