Prevenção de surtos de Legionella

 O IAREN está habilitado a prestar serviços de análises de água de diversas matrizes, bem como a lamas, solos e sedimentos, segundo procedimentos acreditados pela norma NP EN ISO/IEC 17025:2005, sendo alvo de acompanhamento permanente pelo IPAC.

As determinações analíticas efectuadas no IAREN permitem cumprir o Dec. Lei nº 306/2007,  o Dec. Lei nº 236/98, o Dec. Lei nº 103/2010 e as Directivas Europeias aplicáveis à Qualidade da Água e à Qualidade Ambiental.

O IAREN dispõe assim, de meios técnicos e humanos para a realização de todas as análises de água em toda a Região Norte, estendendo-se ainda a todo o País, inclusive a análise microbiológica de Legionella.

Recentemente, o nosso pais foi alvo de um surto grave de Legionella, tendo dai resultado vitimas mortais. O IAREN promoveu, já no passado, ações de sensibilização sobre este tema, por forma a tentar prevenir e evitar consequências como as que se fizeram sentir.

A Legionella tem como temperaturas óptimas de crescimento 22ºC-45ºC, tendo sido já encontrada a 60ºC. Assim, a estação do ano em que nos encontramos é propicia ao desenvolvimento desta bactéria.

Convidamo-lo, por isso, a apresentar-nos as necessidades da entidade/empresa que dirige e enviar-lhe-emos as nossa propostas que, certamente, irão ao encontro das vossas pretensões.

Será para nós um prazer poder prestar um serviço de qualidade a todos os que dele necessitam, em especial os nossos Associados e Clientes.

Para melhor enquadramento da necessidade desta análise, segue um pequeno resumo informativo, que concerteza será de grande utilidade.

 

Fátima Alpendurada

Directora

 

 

 

 

 Nota Informativa

 

As bactérias do género Legionella encontram-se em ambientes aquáticos naturais e também em sistemas artificiais, como redes de abastecimento/distribuição de água, redes prediais de água quente e água fria, ar condicionado e sistemas de arrefecimento. Surgem ainda em fontes ornamentais e tanques recreativos, como por exemplo jacuzzis.

A exposição a esta bactéria pode provocar uma infeção respiratória (Doença dos Legionários), ocorrendo através da  inalação de gotículas de vapor de água contaminada, aerossóis de dimensões tão pequenas que veiculam a bactéria para os pulmões, possibilitando a sua deposição nos alvéolos pulmonares.

                Os sintomas incluem febre alta, arrepios, dores de cabeça e dores musculares. Em pouco tempo aparece tosse seca e, por vezes, dificuldade respiratória, podendo nalguns casos desenvolver-se diarreia e/ou vómitos.

Em Portugal a doença pertence à lista das Doenças de Declaração Obrigatória (DDO). Portugal pertence, desde 1986, ao Grupo Europeu para o Estudo de Infeções por Legionella, (EWGLI), com o objetivo de assegurar a vigilância da Doença dos Legionários na Europa.

                O Decreto-Lei nº 79/2006, de 4 de abril, “Regulamento dos Sistemas Energéticos de Climatização em Edifícios”, Número 9, do Artigo 29º estabelece que “Em edifícios com sistemas de climatização em que haja produção de aerossóis, nomeadamente onde haja torres de arrefecimento ou humidificadores por água líquida, ou com sistemas de água quente para chuveiros onde a temperatura de armazenamento seja inferior a 60ºC as auditorias da Qualidade do Ar Interior (QAI) incluem também a pesquisa da presença de colónias de Legionella em amostras de água recolhidas nos locais de maior risco, nomeadamente tanques das torres de arrefecimento, depósitos de água quente e tabuleiros de condensação, não devendo ser excedido um número superior a 100 UFC”.

                Para minimizar a proliferação de Legionella e o risco associado de Doença dos Legionários, devem ser adotadas medidas de prevenção e de controlo físico-químico e microbiológico, para promover e manter limpas as superfícies dos sistemas de água e de ar.

 

Juliana Rodrigues

Laboratório de microbiologia